segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Kuri - Capitulo um: duvidas





Os ratos roem os meus dedos, coitados, nem sabem que são eles quem corre perigo, e não eu. Perigo? Na verdade é ela quem está correndo, vindo toda a noite me ver, mas o que eu posso fazer se até gosto.
–Toc!Toc! Deve ser ela. Acendo a luz e sim, é ela. Tento desviar o olhar, mas em frações de segundo ela já me tem em seus braços, e seus lábios me tocam, ah seus lábios... Tão doce tão suave que acabo me entregando sem pensar.
O tempo passa e esqueço quem eu sou. -ah e os ratos?-você me perguntaria. Os ratos há esta hora estão agonizando a sua gula perdidamente percorrendo um caminho sem volta.
Sem volta pra eles, porque eu já estive Lá e retornei. Quem sou eu? Esta pergunta me acompanha desde que acordei naquele hospital, é uma pergunta que faço todas as noites, quando me deito na cama ao lado dela, depois de uma louca e doce aventura na cama.
Triiiim- o despertador grita, mas ela não acorda,vou deixá-la um pouco mais na cama, hoje acordei mais disposto do que o de costume.
Acho que irei levantar-me e fazer um delicioso café pra nós antes de acordá-la.
Hm, não que eu seja invulnerável a doenças, mas o certo é que desde aquela vez que retornei eu nunca mais fiquei doente, os médicos creditaram a minha volta como um milagre, e disseram, que todos os dados que havia sido coletado do meu corpo quando chegará ao hospital era de um morto-vivo, e uma noite anterior de ganhar alta do hospital, meus dados já havia sido alterado e que quando acordei, não sabiam o que havia acontecido e que eu deveria agradecer por estar vivo.
–bom dia, amor. Acho que me atrasei e você, seu safadinho é o culpado disto.
Ah, já acordou minha bela, não queria de forma alguma interromper aquele sono tão profundo, com certeza você devia estar sonhando com os anjos.
–hm, hm, e o anjo dos meus sonhos era você, Kuri.
Não sei o que seria da minha vida sem você Lívia.
– eu sei, respondeu ela com um sorriso. Você não seria nada, - ela soltou uma gargalhada tão alta que até os pássaros que vinham à janela para comer as migalhas que eu deixava voaram espantados, e contagiados por tanta alegria.
Bom, querido está noite eu passo aqui só pra te ver os trabalhos das crianças da escola, estão todos prontos e eu ainda não corrigi, é melhor que eu fique em casa e os corrija.
Sim, balancei a cabeça em um gesto como que concordando com o que ela dizia, enquanto retirava a louça da mesa, mas você vem mesmo me ver? –é claro, ela respondeu.

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